Avatar: a usina de lucros de James Cameron
Assisti Avatar na semana passada e tive uma grata surpresa. Achei que seria outro filme com mega verba, roteiro fraco e muitos efeitos especiais, entretanto, Avatar demonstrou o contrário. Posso parecer suspeito para falar, pois admiro o trabalho de Cameron, um cineasta que fez ótimos filmes ao longo de sua carreira. Avatar faturou US$ 1 bilhão em poucas semanas de exibição e pode se tornar a maior bilheteria de história superando inclusive o Titanic que rendeu quase US$ 2 bilhões. O sucesso deste filme não veio por acaso, além de uma orçamento de produção poderoso, James Cameron soube como unir ficção científica, ação e romance para construir uma história realmente poderosa. Ele foi esperto em utilizar como temática principal a questão da sustentabilidade, aproveitando a ebulição atual em torno deste tema. O resultado é um filme com visual impressionante e que ao mesmo tempo emociona, pois o diretor utilizou com inteligência os imensos recursos tecnológicos disponíveis para criar um filme capaz de criar uma conexão emocional com o público.
Avatar é uma ótima fonte de inspiração para o mundo da comunicação, em que precisamos cada vez mais criar laços emocionais com os consumidores. Não podemos confiar apenas em animações de primeira grandeza e mega produções, pois a tecnologia precisa ser usada como aliada da criatividade. Avatar é a prova disso. Faz um tremendo sucesso porque a história é envolvente e a tecnologia contribuiu para enriquecer dramaticamente o filme. Além disso, a mensagem de preocupação com a sustentabilidade do planeta é muito clara. Nunca podemos perder de vista que o envolvimento e a clareza são fundamentais para a construção de uma comunicação eficaz.
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Publicado por Jemon em 15 de janeiro de 2010 arquivado em Cinema | 1 Comentário »









18 de janeiro de 2010 às 10:40 am
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