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A evolução das logomarcas. Afinal, pra que mudar?

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Quem trabalha com publicidade ou design algum dia na vida passou pela seguinte situação: cliente novo na carteira da agência. O segmento é promissor e as oportunidades para desenvolver um trabalho criativo são ainda maiores. Porém, após uma imersão nesse novo cliente a equipe de criação identifica sérias fragilidades na logomarca. Mal concebida graficamente ou apenas obsoleta em razão do passar dos anos, a marca clama por um novo design. Ok, a partir daí a agência sugere que essa nova fase de comunicação deve contemplar um projeto de redesenho na identidade visual. Aí começa a encrenca. É muito comum encontrar os defensores ferrenhos da “tradição”, não importa se é uma pequena empresa familiar ou grupo com faturamento superior a R$ 100 milhões. Para os xiitas da marca qualquer coisa é motivo para deixar as coisas como estão. Num cenário assim é possível ouvir frases do tipo, “meu avô, fundador da empresa, desenhou essa logo, e temos orgulho de nesses últimos 50 anos não ter alterado um traço sequer. Seria uma desonra a memória da família promover uma mudança na logomarca”. Ou ainda, “O que nossos clientes vão pensar!? Tivemos muito sucesso nesses últimos anos como essa marca. Uma reestilização na logo poderia ser mal recebida pelo mercado”, e por aí vai.

É uma lástima que decisões sérias que afetam o futuro de muitos negócios sejam relegadas ao plano da superstição ou dos sentimentos familiares e pessoais. Será que esses guardiões do Santo Graal em algum momento pararam para pensar que o Mundo mudou? Nossas roupas, carros, telefones, cortes de cabelo não são os mesmos de 15 anos atrás. Por que a marca deve permanecer imutável diante de toda essa evolução? Tradição e reconhecimento massivo dos consumidores não são motivos para não promover redesenhos na logomarca. Muito pelo contrário, marcas superconsolidadas realizaram mudanças significativas em suas logomarcas em espaços de tempo relativamente curtos (10 anos ou até menos). Claro, não precisa nem dizer que esse trabalho deve ser realizado por designers e empresas realmente qualificadas. Ou você faria uma cirurgia plástica com um médico que não fosse um especialista? Ou quem sabe com um cidadão que nem sequer médico é? Ora, então porque confiar a execução de uma logomarca para um estagiário ou micreiro operador de Corel Draw? O assunto é sério e merece o respeito dos gestores realmente comprometidos com os resultados da empresa. Mesmo porque – ainda que o processo pareça muito simples – uma verdadeira modernização ou reestilização na identidade visual engloba uma série de fatores que vão muito além de um desenho bonitinho da logo.

Ainda está em dúvida se a logomarca da sua empresa deve evoluir, dê uma olhada no histórico de evolução de algumas marcas bem conhecidas: www.boredpanda.com

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Publicado por Jackson em 6 de maio de 2010 arquivado em Design | 1 Comentário »


Um Comentário em “A evolução das logomarcas. Afinal, pra que mudar?”

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