Negócio da China I
Nesta série de artigos eu gostaria de discutir as dificuldades em se adapatar às novas tendências num mundo em constante mutação. Fico curioso em saber como profissionais estão se preparando para essa nova ‘onda’. Estes artigos, em minha opinião, trazem elementos de discussão para todos os profissionais das áreas de marketing, propaganda, e design.
Trazendo à luz alguns pontos sobre o país que mais muda no mundo atualmente, e que traz do oriente novas fórmulas para o que no ocidente se considera senso comum, acho que chegou a hora de encarar o dragão.
Nos últimos cinco anos, muito do que sem tem discutido ou se tem escutado nos meios acadêmicos e econômicos(com mais frequência), gira em torno da China. Do progresso da China, da economia chinesa, dos avanços do ‘capitalismo chinês’, e do futuro do mundo com a China como líder. Para aqueles que residem mais perto de onde a discussão realmente interessa, as preocupações são outras. O que preocupa aqui é o produto chinês de segunda ocupando enormes fatias do mercado americano, e o produto chinês de primeira, fabricado na China para Apple, Mattel, Sony, chegando ao mercado com defeitos, baterias que explodem, ou com componentes que contaminam os usuários.
Na China, o negócio e produzir rápido e barato. O americano adora isso. Lá o empregado trabalha sem seguro, não precisa de direitos trabalhistas, e o principal, não reclama. Se alguém quer ter idéia de como isso funciona e só ir a um restaurante Chinês nos Estados Unidos. Tudo é rápido, barato, feito ao gosto do americano, com um cardápio simplificado, e uma rotina no atendimento. O chinês achou uma maneira de “Mcdonaldizar” uma cultura milenar para fazer o que todo mundo gosta na dança pelo poder mundial: ganhar dinheiro.
Se você conhecer o dono e ficar freguês mostrando interesse pela cultura e exotismos da China, aí ele te mostra um cardápio separado só para os chineses, onde a verdadeira comida chinesa se encontra. Ali tudo é mais caro e feito como deve ser. O americano médio não gosta disso pois associa o que se come no resto do mundo, exceto na Europa, como sujo e feito sem qualidade. Nesse novo mundo, e com a China chegando dessa forma agressiva em todos os mercados, o que há de ser do ‘tradicional’ em todas as áreas do marketing? Vamos todos nos adaptar a esse movimento ou os chineses vão se adaptar ao ocidente como fizeram nos Estados Unidos?
No Brasil a preocupação ainda é pequena porque o Brasil não ocupa um lugar de destaque na disputa pela ‘dominação’ mundial, o que não demanda uma preocupação muito grande por parte da China. A China está interessada no nosso churrasco por enquanto. Para explorar mercados subdesenvolvidos, a China está financiando guerras e vendendo armas na África. Para estar na liderarança dessa corrida de fundo, a China está atacando primeiro os peso-pesados: Europa, EUA, e Rússia. A invasão já começou há muitas décadas, mas não nos demos conta. Estávamos assistindo “Quem matou Odete Roytman?” e brincando com os recém chegados ‘Tamagotchi‘.
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Publicado por Robson em 27 de Agosto de 2007 arquivado em Marketing |

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