
Quem acompanha as estratégias de marketing da General Motors há um certo tempo sabe o quanto esta gigante de Detroit cometeu equívocos. São décadas de erros e arrogância de seus principais executivos. Aliás, a presunção sistemática ao longo dos anos por parte de seus gerentes custou caro a GM. Trata-se de uma empresa que sempre ignorou as tendências e as necessidades dos consumidores. Prova disso foram os inúmeros insucessos da GM em lançamento de produtos. Parece que até crianças de 8 anos de idade são mais coerentes que a turma de marketing de Detroit.
A verdade é que a GM deve servir de exemplo para todos nós, pois as empresas que quiserem ir na contramão dos desejos dos consumidores vão terminar mal. Por isso, marketeiros e empresários precisam olhar com muito cuidado para as tendências que influenciam no consumo.
Publicado por Jemon em 15 de junho de 2009 arquivado em Marketing |

A última versão do browser da Apple, o Safari 4, teve 11 milhões de downloads em apenas 3 dias. Se analisarmos que um dos principais atributos para o sucesso de um browser é a velocidade, o Safari 4 fica bem na foto, já que carrega páginas HTML 3 vezes mais rápido que o Internet Explorer 8 e o FireFox 3.
Publicado por Jemon em 12 de junho de 2009 arquivado em Internet |

A revista americana Fast Company publicou uma lista das 100 pessoas mais criativas no mundo dos negócios. Nomes como Jonathan Ive, o gênio de design da Apple, e Melinda Gates, esposa do todo poderoso da Microsoft, aparecem na lista. As personalidades citadas exercem muita influência no mundo dos negócios e suas idéias podem revolucionar desde o futuro da indústria energética até a mídia.
Já fiz vários posts falando sobre a importância da criatividade, mas é uma pena que no Brasil, ela ainda seja pouco valorizada. As empresas brasileiras de modo geral tem medo de arriscar, de inovar. Precisamos começar a olhar para a criatividade como um ativo estratégico dentro das empresas e preparar o terreno para que ela realmente germine!
Publicado por Jemon em 30 de maio de 2009 arquivado em Curiosidades |

A bela Seattle foi eleita recentemente a cidade mais criativa dos Estados Unidos. Além de ser uma cidade que alia modernidade com natureza exuberante, também é um celeiro de idéias. Seattle abriga potências empresariais como Microsoft, Starbucks e Boeing, só para citar algumas das filhas mais diletas da cidade. Mas a cidade tem outros méritos, pois é rica em eventos culturais e no percentual de livrarias espalhadas pela cidade. Além disso, quem é fã de grunge music conhece a cidade de longa data. Seattle é perfeita para geeks que optam por trabalhar pesado durante os 8 meses de tempo ruim (leia-se muita chuva!) e curtem os outos 4, em que o clima torna-se delicioso. Cafés, parques, museus e alta tecnologia fazem a alegria dos criativos que povoam a cidade.
Publicado por Jemon em 4 de maio de 2009 arquivado em Curiosidades |

Segundo dados da empresa de mensuração online comScore, o Twitter explodiu no número de visitantes no mês de março. Em um único mês, o Twitter ganhou 5 milhões de visitantes. Números como estes colocam o Twitter como a empresa digital mais quente do momento. Prova da força desse microblogging foi a enrascada da Amazon que não monitorou adequadamente o que estavam falando sobre sua marca. No ambiente digital, as marcas não poderão se dar ao luxo de dormir, porque enquanto dormem alguém poderá fazer grandes estragos.
Publicado por Jemon em 16 de abril de 2009 arquivado em Internet |

Se você é um empresário, procure fazer a si mesmo a seguinte pergunta: como tenho tratado o marketing em minha empresa? Tenho um orçamento de marketing atrelado as vendas? Trabalho com uma agência de propaganda criativa e inteligente? Faço uso de consultores externos? Participo com frequência das reuniões relativas a esta área? Se a sua resposta for negativa para a maioria destas perguntas, talvez esteja na hora de você repensar o significado do marketing. Embora, a maioria dos empresários considere esta atividade menos relevante que outras áreas, vale ressaltar que o marketing em essência é um modelo de gestão. E como tal, precisa ser tratado com o devido grau de importância que todo modelo de gestão exige. Portanto, se você passar a olhar o marketing sob essa nova ótica, você irá perceber que o marketing poderá ser uma alavanca poderosa para a sua empresa. Agora é preciso deixar claro que para isso acontecer é preciso planejar com inteligência as ferramentas de marketing mais adequadas para o seu negócio e, paciência para aguardar os retornos que na maioria das vezes não são tão rápidos. Um modelo de gestão orientado pelo marketing faz com que uma empresa a médio e longo prazo ganhe poder de competitividade, melhore seus níveis de rentabilidade e estabeleça uma relação mais sólida e profunda com seus consumidores. Ou seja ainda é a melhor arma contra a comoditização do mercado.
A sua marca é oportunista ou uma marca que veio para ficar? Lembre-se que marcas como Itaú, Sadia, Natura, TAM e Coca-Cola trabalham o marketing com horizonte de longo prazo e por essa razão viraram campeãs de lucratividade. A questão que realmente importa não é se você tem US$ 100 milhões para investir em marketing ou apenas US$ 100 mil, porque em última análise é a sua postura em relação ao marketing que fala mais alto.
Publicado por Jemon em 25 de março de 2009 arquivado em Marketing |

Todo mundo sabe que a web vem revolucionando com rapidez nossos hábitos de compra e a forma de nos relacionarmos com as outras pessoas. No caso dos programas de incentivo e relacionamento, a web contribui para reduzir os custos e para ampliar os mecanismos de controle já que todos os dados podem ser mensurados em tempo real. Na realidade, a web faz com que todos os envolvidos ganhem, desde os patrocinadores de uma campanha ou programa até o participante. O crescimento na base de computadores no país, bem como o acesso a banda larga faz com que os programas de incentivo apoiados em plataformas web se tornem ferramentas muito poderosas para as empresas que precisam incentivar e fidelizar clientes, parceiros e colaboradores espalhados nas mais variadas regiões do Brasil. Nesse sentido quanto maior for a base de participantes, maior será a diluição dos custos com set up de plataforma, premiações e gestão operacional. Os participantes tornam-se mais propensos a participar de um programa, uma vez que eles podem se registrar em uma plataforma de premiação web e acompanhar seus extrato de pontos, resgatar prêmios, acompanhar rankings e receber por email ou sms todas as novidades do programa. A grande jogada é que podemos controlar cada uma das etapas de um programa de incentivo, de modo a evitar rupturas que prejudiquem o desempenho global da ação. Dessa forma, os níveis de efetividade sobem drasticamente e, consequentemente, o ROI da campanha também.
No Brasil ainda é tímida a utilização de plataformas web de incentivo, mas a tendência é um crescimento acentuado. A Microsoft e a Lenovo são duas empresas bastante atuantes na utilização da web para incentivar seus clientes e parceiros. Espero que outras empresas acordem para essa nova realidade, porque sem dúvida nenhuma, as vantagens obtidas são enormes.
Publicado por Jemon em 23 de março de 2009 arquivado em Marketing |

Em mercados saturados ser simples é uma atitude bastante inteligente. Os executivos precisam aprender cada dia mais a transformar seus problemas de alta complexidade em produtos e serviços mais simples e fáceis de usar. Há um tempo atrás uma grande empresa de eletroeletrônicos fez um teste de usabilidade para seus produtos e teve uma surpreendente constatação: nem os próprios funcionários da empresa sabiam como utilizar os produtos. Ora bolas, se nem o fabricante consegue usar que dirá o consumidor.
Os fabricantes de bens de consumo como celulares, TVs e outros produtos eletrônicos acreditam que agregar novas funcionalidades a cada novo produto lançado é a melhor estratégia, entretanto, de modo geral o consumidor não tem tanta paciência para aprender a usar um produto. Em pesquisa recente feita nos Estados Unidos constatou-se que o consumidor médio americano não perde mais do que 20 minutos tentando aprender a utilizar as funcionalidades de um telefone celular. Se ele não consegue aprender nesse tempo, ele simplesmente devolve o aparelho para a loja. Portanto, acredito que o futuro será das empresas minimalistas, ou seja, aquelas que projetam produtos fáceis de usar. Lembre-se de que menos muitas vezes significa mais!
Publicado por Jemon em 9 de março de 2009 arquivado em Marketing |

O fabricante francês de malas e bolsas, Louis Vuitton com certeza não imaginava que sua marca pudesse ir tão longe. A LV foi fundada no fim do século XIX em Paris e ganhou impulso desde que foi adquirida pelo poderoso grupo francês LVMH um conglomerado de marcas de luxo que abarca sob seu guarda-chuva marcas como: Givenchy, Chandon, Christian Dior, Tag Heuer, Kenzo e dezenas de outras grifes.
A LV é uma usina de lucros para o grupo LVMH que apostou em campanhas de marketing com celebridades de peso para alavancar a sua força. Para se ter uma idéia, a marca é atualmente a mais valiosa do mercado de luxo, e isso se reflete em faturamento de US$ 5 bilhões com uma confortabilíssima margem de lucro acima dos 40%. Além disso, a LV é de longe a marca mais falsificada do planeta. Sem dúvida nenhuma uma lovemark!
Confira também o ranking da Interbrand com as marcas de luxo mais valiosas do planeta.
Publicado por Jemon em 3 de março de 2009 arquivado em Branding |

Para não dizerem que eu só falo da Apple, aí vão os novos players da Sony. Eles são compatíveis com vários formatos como: MP3, ATRAC, WMV, MPEG-4, JPEG e AAC, e permitem a armazenagem de até 40 horas de áudio e 10 horas de vídeo. E é claro: em várias cores.
Da mesma forma que o iPod, o Walkman foi lançado pela Sony na década de 80 sem nenhum tipo de pesquisa de mercado e se transformou rapidamente num sucesso comercial. O Steve Jobs com certeza deve ter aprendido alguma coisa com o Akio Morita.
Publicado por Jemon em 3 de março de 2009 arquivado em Tecnologia |

Já tive a oportunidade de participar de centenas de reuniões de briefing em que empresários expõem o quanto seus produtos são excepcionais em termos de qualidade. Agora será que o consumidor também percebe as coisas dessa forma? Infelizmente, na maioria das vezes não, já que no mundo atual existe uma oferta de produtos muito superior a demanda que faz com a atenção do consumidor seja totalmente fragmentada. Essa é uma constatação bastante simples, mas que ao mesmo tempo torna tudo mais complexo e custoso para as empresas. Em primeiro lugar a tal da qualidade é hoje um pré-requisito competitivo e não mais um elemento diferenciador. Acredito que o consumidor pós-moderno busca a satisfação de necessidades racionais e emocionais. Talvez a qualidade preencha o espaço racional, entretanto, o espaço emocional só é preenchido por produtos com capacidade de sedução. Veja, você não precisa necessariamente ter um produto inovador, mas terá que trabalhá-lo com inteligência para que ele seja percebido pelo consumidor como algo diferente, ou pelo menos, mais atraente. Agora como podemos atingir essa meta? Se fosse fácil, absolutamente todas as empresas deste planeta sempre produziriam produtos de alta desejabilidade, entretanto, você pode conseguir bons resultados prestando atenção a detalhes como: design, embalagens, propaganda, preço e experiências de uso. Aprenda com empresas como a Apple ou o Cirque de Soleil que são campeãs em criar produtos diferenciados. É triste constatar que a maioria das empresas trabalha seus produtos como meras comodities e o que é pior: acabam aprisionados para sempre no calabouço das baixas margens de lucro. Essas empresas são normalmente dirigidas por pessoas que adoram economizar na hora de fazer propaganda, definir o design do produto ou os materiais a serem utilizados em sua concepção.
As pessoas querem qualidade e todos os atributos racionais de um produto, mas elas querem, acima de tudo, algo bonito, atraente, desejável. Segundo o famoso sociólogo italiano Domênico de Masi estamos vivendo a era da estética. Portanto, tenha isso em mente na hora de projetar e promover os seus produtos.
Publicado por Jemon em 26 de fevereiro de 2009 arquivado em Marketing |

A ICON é uma empresa sediada na Califórnia que tem tudo para virar a Apple da aviação. A ICON tem apenas 4 anos de idade e conta com um produto incrível: o ICON A5. Um avião barato, com design arrojado e extremamente versátil. Ele é leve, seguro e possui asas dobráveis, além de um cockpit que lembra o painel de um carro esportivo. O ICON custa apenas US$ 139.000,00. Agora, no meu modo de ver, a grande jogada do produto, além é claro, do design, é a sua versatilidade. Imagine rebocar o seu avião quando você for para a praia como quem leva uma moto ou um barco.

O bacana é que o ICON permite pouso em terra e na água, o que expande os horizontes de utilização desse brinquedo. E o melhor de tudo: você não gasta com hangar. É só dobrar a asa e puxá-lo pra dentro da garagem. Quer mais?
A ICON Aircraft está criando uma nova categoria dentro do mercado de aviação ao lancar um avião com essas características. O ICON é a materialização do sonho de liberdade com estilo e por um custo viável, já que você não precisa ser milionário para conseguir comprar um.

Publicado por Jemon em 28 de janeiro de 2009 arquivado em Design |

O Crepúsculo é um livro da escritora americana Stephenie Meyer que se transformou num super bestseller. Só para ter uma idéia da força do livro, o filme Crepúsculo que estreou mês passado nos cinemas já faturou US$ 200 milhões em poucas semanas. Em razão de todo esse sucesso, Stephenie já está sendo comparada com J. R. Holling, a autora de Harry Potter.
O livro versa sobre o romance entre uma jovem colegial e um vampiro. O fato é que a história atingiu em cheio o gosto dos adolescentes. Crepúsculo é eficiente em criar conexões emocionais com as pessoas, pois se utiliza do mistério e da sensualidade para envolver os leitores. Isso prova que por mais desgastado que o tema seja, uma história com esses ingredientes pode ter mais chances de emplacar e virar um grande hit.
Stephenie Meyer deve ter aprendido a lição do que realmente vende com autores como Paulo Coelho, Dan Brown e Sidney Sheldon. São autores que provavelmente não acrescentam nenhuma bagagem cultural, entretanto, vendem como água. Portanto, se você deseja virar um escritor de sucesso, antes de definir o tema para o seu livro faça um curso de marketing!
Publicado por Jemon em 17 de janeiro de 2009 arquivado em Livros |

Nos últimos meses a crise financeira americana se desdobrou mundo afora. Ações em queda, demissões e férias antecipadas em grandes empresas criaram um cenário um tanto instável para os negócios em 2009. Diante disso, qual a sua decisão quanto a investimentos em marketing? É até previsível que 99% das empresas provavelmente optaria por alguma redução em seus investimentos. Sem dúvida é uma opção prudente, mas será que é a estratégia mais inteligente?Vamos fazer uma análise bastante simples, imagine que seus principais concorrentes cortem investimentos em marketing e que você faça justamente o contrário, e até amplie seus investimentos. Neste caso hipotético, você atua de forma ofensiva enquanto os outros ficam na defensiva. O resultado disso, é que você tem boas chances de ampliar a sua participação de mercado. Isso me lembra uma passagem do livro A Arte da Gerra, em que Sun Tzu fala da importância do senso de oportunidade, pois quem nos oferece a chance de vencer é o próprio oponente. Isso também é válido para a arena do marketing. O grande problema das empresas atualmente é que elas são muito táticas e reativas, quando deveriam pensar um pouco mais em seus movimentos de estratégia. Aprenda a andar contra o vento, a surpreender a sua concorrência. Não aprisione seu planejamento estratégico nas previsões macroeconômicas dos economistas de plantão. Lembre-se que o maior risco é ficar parado.
Publicado por Jemon em 12 de janeiro de 2009 arquivado em Marketing |

Em 1991, a equipe de marketing da Intel lançou um programa de marketing que em pouco tempo iria transformar a Intel em uma das marcas mais poderosas do planeta. Até então, a Intel era conhecida apenas entre os fabricantes de PCs, entretanto, a companhia acreditava que os consumidores finais precisavam saber mais sobre processadores, para que os mesmos percebessem o valor da empresa que estava por trás disso tudo. Com esse objetivo, seus executivos criaram um programa de comunicação e marketing para trabalhar junto aos consumidores finais os benefícios dos processadores produzidos pela Intel. Foi uma revolução no marketing do setor, uma vez que a Intel lançou um programa de marketing cooperado com os fabricantes, de modo a estimulá-los a utilizar em seus anúncios o slogan Intel Inside. A Idéia desse tagline era associar a atributos como segurança e liderança tecnológica, já que a Intel investia bilhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento, mas a maioria dos consumidores não sabia disso. Lançado em julho de 1991, em apenas 6 meses mais de 300 fabricantes de PCs aderiram ao programa. Dessa forma, a Intel começou uma jornada de construção de marca junto a consumidores finais que dura até hoje. Com essa estratégia a Intel gerou uma percepção de maior valor para seus produtos e marca, e ganhou a guerra em relação ao seu principal rival a AMD.
Podemos aprender uma grande lição com a Intel. Uma empresa para ter sucesso precisa quebrar seus paradigmas. A Intel entendeu que um processador é o cérebro de um PC, portanto, era necessário criar essa percepção junto aos consumidores. Para isso, a empresa migrou de um modelo de marketing B2B para um modelo de B2C e passou a estudar técnicas de marketing para produtos de consumo. Prova disso, são os imensos investimentos que a Intel realizou em mídia televisiva. A maioria das empresas sofre de miopia em relação ao seus públicos-alvo, pois não compreendem com clareza como a demanda para seus produtos pode ser estimulada. Normalmente, os empresários costumam olhar apenas a superfície, mas falham em perceber o que está submerso.
Publicado por Jemon em 9 de janeiro de 2009 arquivado em Marketing |