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A morte dos jornais

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A indústria americana de jornais está dizendo adeus aos tempos áureos. Os jornais americanos estavam acostumados com margens de lucro generosas, mas agora os tempos são outros. A circulação dos jornais americanos caiu 3,6% no último ano, devido a migração de leitores para a internet. E para complicar ainda mais, a receita publicitária caiu 7%. Até o The New York Times apresentou queda de 9% na circulação e sua nota foi rebaixada pela agência de risco Moods. Nos últimos 8 anos, o faturamento do setor caiu de US$ 48 bilhões para US$ 42 bilhões. A receita com classificados caiu 16,5% em relação ao ano passado, segundo a Newspaper Association of América.

Os jornais estão reavalindo seus modelos de negócio, e é claro demitindo muita gente. Na última década foram 4.000 demissões. No Brasil, o mar também não está pra peixe. Por aqui, jornais tradicionais como a Gazeta Mercantil também fizeram cortes radicais.

O fato é que o furacão digital está virando de cabeça pra baixo o setor de mídia. Existe hoje muita discussão se os jornais devem ou não abrir o seu conteúdo. Na era digital, o consumidor ficou muito mimado e já não gosta de pagar para ter acesso ao conteúdo. Acredito que os jornais terão que olhar a questão da digitalização com muita atenção, porque o comportamento das pessoas está em mutação, e o novo leitor não deseja um jornal impresso ocupando espaço na sua mesa. Uma coisa é certa: o modelo tradicional de fazer jornal está morrendo.

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Publicado por Jemon em 5 de maio de 2008 arquivado em Pesquisas e Tendências | 5 Comentários »


5 Comentários em “A morte dos jornais”

  1. Angelo Disse:

    É verdade. Já faz um tempo que não leio os jornais em papel. Fiz algumas assinaturas eletrônicas e acompanho as principais notícias pelo computador. Muito mais prático, sem aquela sujeira da tinta, e mais ecológico também! Abs

  2. ACYR Disse:

    Só é engraçado que muitos diariozinhos regionais que despecaram na circulação líquida continuem cobrando preços exorbitantes para a veiculação de publicidade. O resultado para os anunciantes já não é o mesmo faz muito tempo. Só não vê quem não quer. Abraços

  3. Luma Savi Disse:

    Acho que o jornal impresso não desaparecerá, apenas terá que encontrar novos nichos, como o rádio que não desapareceu com o advento da televisão, apenas se reformulou. O problema é que muitos impressos continuam tentando se firmar na lama e, assim como bem mencionou o Acyr, cobrando preços exorbitantes. Acredito que o caminho para o impresso seria um maior aprofundamento dos temas abordados, já que a internet requer agilidade e não profundidade, e uma linguagem atrativa que o diferenciasse dos demais meios de comunicação e, quem sabe, adotando meios mais ecológicos. Há quem diga que a saída é a distribuição gratuita, como o Metro, que circula por São Paulo, sob a batuta do Grupo Bandeirantes de Comunicação, assim não teríamos que pagar para sujar as mãos.

  4. Moacir Disse:

    Concordo com a Luma. Não acho que os jornais irão desaparecer, porém eles terão que se reinventar. Grandes tiragens estão com os dias contados tanto para jornais como para revistas. Nesse sentido o meio internet veio com tudo e para ficar.

  5. Jackson Disse:

    Parece que a tendência de migração dos anunciantes para o meio digital continua forte. Nos últimos dias a JVC deixou de anunciar em revistas como a Playboy e a Forbes, para concentrar as fichas em sites como o Heavy.com

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